Quarta-feira, Janeiro 28, 2004
Mentes Obscuras - II
É possível que por vezes as pessoas sejam apanhadas a falar sobre coisas nas quais nem sempre estão completamente à vontade. Existem dois ou três assuntos recorrentes, normalmente associados a hobbies (e.g. conhecimento e apreciação de vinhos), à ciência (e.g. quando se fala na mesa do café sobre as últimas teorias da física) ou, o que está na moda ultimamente, falar sobre o nosso sistema legal a propósito de tudo e de nada. A envolvente ajuda. Tudo é tratado como se se tratasse de assunto futebolístico. Ninguém sabe mas o que é preciso é ter opinião. É típico em alguns dos nossos jornalistas pedirem opiniões a pessoas que realmente estão dentro do assunto, que passaram a vida a debater-se sobre um determinado assunto e a estudá-lo como por exemplo "esta senhora que está aqui a entrar no hipermercado: diga-nos por favor qual é a sua opinião acerca da possibilidade de variarmos o valor de PI?"
Claro que a senhora sendo uma perita na matéria deveria responder: "Senhora jornalista: desde que o elemento geométrico a que nos estamos referir seja efectivamente uma circunferência o valor de PI (que como é sabido é utilizado em cálculos associados a circunferências por exemplo na trigonometria) é constante no valor de 3.1415926..., agora se não se importa vou andando que tenho que ir aqui comprar uns bróculos para acompanhar o peixe cozido ao jantar."
E claro que não é isto que acontece. Normalmente ouvem-se as maiores alarvidades ditas como certezas para uma audiência sedenta de cultura científica. Neste caso estou a referir-me a uns ecos que andam para aí de mais um mito introduzido por esse, ele próprio um mito, Boaventura Sousa Santos (conhecido por BSS). Este senhor demonstra aqui e ali em alguns dos seus escritos, pretender entrar pelo mundo da ciência a dentro e partir aquela porcaria toda.... Agora, parece que lançou mais um livro que conta com intervenção de alguns "astros" (ver o post do Alex de 22 de Janeiro) .
Uma tal senhora antropóloga Fugimura afirma do alto da sua sapiência (do post do Alex): «O valor do perímetro do círculo unitário (ou Pi) mudou». E continua: «Pode ser diferente de 3,14159... e é um dos mais interessantes temas de estudo da geometria pós-euclediana».
Diz ainda que o valor de Pi varia no tempo, dizendo que o valor de Pi foi refutado há 170 anos pelas geometrias não euclidianas.
E digo eu: A senhora Fugimori não quererá antes opinar sobre futebol? E que tal uns bróculos para o jantar? E olhe! Coma-os com um peixinho cozido, porque a carne de vaca nos EUA também não é de confiar! Já lá chegou aquela doença que tivemos por cá! A BSS claro está!
Claro que a senhora sendo uma perita na matéria deveria responder: "Senhora jornalista: desde que o elemento geométrico a que nos estamos referir seja efectivamente uma circunferência o valor de PI (que como é sabido é utilizado em cálculos associados a circunferências por exemplo na trigonometria) é constante no valor de 3.1415926..., agora se não se importa vou andando que tenho que ir aqui comprar uns bróculos para acompanhar o peixe cozido ao jantar."
E claro que não é isto que acontece. Normalmente ouvem-se as maiores alarvidades ditas como certezas para uma audiência sedenta de cultura científica. Neste caso estou a referir-me a uns ecos que andam para aí de mais um mito introduzido por esse, ele próprio um mito, Boaventura Sousa Santos (conhecido por BSS). Este senhor demonstra aqui e ali em alguns dos seus escritos, pretender entrar pelo mundo da ciência a dentro e partir aquela porcaria toda.... Agora, parece que lançou mais um livro que conta com intervenção de alguns "astros" (ver o post do Alex de 22 de Janeiro) .
Uma tal senhora antropóloga Fugimura afirma do alto da sua sapiência (do post do Alex): «O valor do perímetro do círculo unitário (ou Pi) mudou». E continua: «Pode ser diferente de 3,14159... e é um dos mais interessantes temas de estudo da geometria pós-euclediana».
Diz ainda que o valor de Pi varia no tempo, dizendo que o valor de Pi foi refutado há 170 anos pelas geometrias não euclidianas.
E digo eu: A senhora Fugimori não quererá antes opinar sobre futebol? E que tal uns bróculos para o jantar? E olhe! Coma-os com um peixinho cozido, porque a carne de vaca nos EUA também não é de confiar! Já lá chegou aquela doença que tivemos por cá! A BSS claro está!
Quinta-feira, Janeiro 22, 2004
Mentes obscuras
Por vezes cruzamo-nos com cada obra! Veja-se aquilo em que algumas pessoas trabalham com afinco e dedicação (não quero sequer imaginar quantas horas...). Existe um concurso internacional no qual o objectivo é apresentar código de programação em C escrito da forma mais obscura possível. Ou seja, aquilo que se aprende nos bancos da escola (que a programação deve ser estruturada e fácil de ler por terceiros - excepto claro está - se houver aqui e ali necessidades excepcionais em termos de optimização da velocidade de execução) é para esquecer! O que interessa é pôr a imaginação a trabalhar no que menos interessa! Mas que os há, há e admitamos que alguns permitem bons momentos de um misto de riso e perplexidade. Vejamos, há de tudo: desde o simples "hello world" (programa que é utilizado como exemplo muito simples para permitir a quem nada percebe de uma linguagem de programação ter algum feed-back de um programa que normalmente se escreve em três linhas com uma estrutura clara), aqui escrito de uma forma imperceptível, até ao belíssimo programa cujo código consiste na troca de cartas entre um casal desavindo e uma vez compilado executa aquilo que habitualmente se faz com um malmequer ("bem me quer, mal me quer") do qual reproduzo apenas uma pequena parte (para ver a totalidade ir a http://remus.rutgers.edu/~rhoads/Obfuscated_C/westley.hint):
"
dear; (char)lotte--;
for(get= !me;; not){
1 - out & out ;lie;{
char lotte, my= dear,
**let= !!me *!not+ ++die;
(char*)(lie=
"The gloves are OFF this time, I detest you, snot\n\0sed GEEK!");
do {not= *lie++ & 0xF00L* !me;
#define love (char*)lie -
love 1 *!(not= atoi(let
[get -me?
(char)lotte-
(char)lotte: my- *love -
'I' - *love - 'U' -
'I' - (long) - 4 - 'U' ])- !!
(time =out= 'a'));} while( my - dear
&& 'I'-1l -get- 'a'); break;}}
(char)*lie++;
"
E isto compila! Com um warning. O autor diz com algum humor que isto é a prova de que é possível escrever C em linguagem natural. Mas o mais divertido vem quando o autor descreve os warnings típicos com certos compiladores, como por exemplo ""warning: eroticism unused in function main" ou "(char)lotte and (char*)lie are incompatible types"
Mas a web está repleta destes exemplos. Para quem gosta de programar existem exemplos ainda mais rebuscados e obscuros como aquele programa cuja função é executar a inversão de linhas e de colunas de um determinado texto com a curiosidade de que fazendo correr o programa sobre o seu próprio código fonte, é gerado um código com a mesma função do código original. Muitíssimo obscuro e acima de tudo um exercício notável da mente humana. Para quem tiver talento e tempo para dedicar a este concurso a informação pode ser consultada aqui: http://www.ioccc.org/.
"
dear; (char)lotte--;
for(get= !me;; not){
1 - out & out ;lie;{
char lotte, my= dear,
**let= !!me *!not+ ++die;
(char*)(lie=
"The gloves are OFF this time, I detest you, snot\n\0sed GEEK!");
do {not= *lie++ & 0xF00L* !me;
#define love (char*)lie -
love 1 *!(not= atoi(let
[get -me?
(char)lotte-
(char)lotte: my- *love -
'I' - *love - 'U' -
'I' - (long) - 4 - 'U' ])- !!
(time =out= 'a'));} while( my - dear
&& 'I'-1l -get- 'a'); break;}}
(char)*lie++;
"
E isto compila! Com um warning. O autor diz com algum humor que isto é a prova de que é possível escrever C em linguagem natural. Mas o mais divertido vem quando o autor descreve os warnings típicos com certos compiladores, como por exemplo ""warning: eroticism unused in function main" ou "(char)lotte and (char*)lie are incompatible types"
Mas a web está repleta destes exemplos. Para quem gosta de programar existem exemplos ainda mais rebuscados e obscuros como aquele programa cuja função é executar a inversão de linhas e de colunas de um determinado texto com a curiosidade de que fazendo correr o programa sobre o seu próprio código fonte, é gerado um código com a mesma função do código original. Muitíssimo obscuro e acima de tudo um exercício notável da mente humana. Para quem tiver talento e tempo para dedicar a este concurso a informação pode ser consultada aqui: http://www.ioccc.org/.
Quarta-feira, Janeiro 14, 2004
A investigação
A nossa ministra da Ciência e Ensino Superior deu uma pequena entrevista ao Expresso desta semana na qual dizia que pretendia criar a carreira de Investigador (ora, onde é que eu já ouvi isto?). Ainda assim, parece-me que o vamos continuar a ouvir por muitos e bons anos. Tenho a leve impressão que a actual política que permite que em muitos sítios seja possível contratar bolseiros para fazer o "dirty work" permitindo aos Professores Universitários progredirem à custa de ganharem um projecto aqui e ali e pagarem as bolsitas (e ainda viajam um bocado) interessa a muita gente. É bom ver que a Dra. Graça Carvalho quer ver a Indústria a contribuir e usufruir da investigação que por cá se pode vir a fazer. Esperemos que não seja apenas mais uma entrevista. Devo sublinhar que a situação que descrevo, não é, por aquilo que sei, generalizada, contudo existe e é muito difícil de corrigir! Venha a carreira de investigador e que se aproveite para tentar corrigir essas pequenas distorções do sistema.
Outra questão engraçada foi ver os opinion makers do fim-de-semana a falar das missões a Marte. Ouvi dois: Pacheco Pereira, e Marcelo R. Sousa. O primeiro conseguiu de forma notável, falar de forma segura sobre o assunto, contornando elegantemente o facto de os cientistas ouvidos até agora contestarem de forma veemente o programa apresentado pela Casa Branca, por considerarem ser um disparate enviar homens para o espaço só porque sim (ou porque com promessas dessas as eleições estão ainda mais no papo). O segundo deixou a ideia de que "a América é que é" e de que os europeus não possuem know-how para levar a cabo esta missão. Caro Marcelo: o orçamento da Spirit ($135M) dava para pagar duas missões a Marte como aquela em que se perdeu a Beagle2 e em que se colocou um satélite em torno de Marte: a Mars Express (€52,5M). Realmente Prof. Marcelo, alguns europeus não possuem o know-how suficiente para fazer certas coisas como por exemplo, fazer comentários em televisão.
Entretanto tem-se ouvido falar das contribuições de Portugal para a dita missão. A importância da ESA para a ciência e para o desenvolvimento tecnológico começa, felizmente a fazer-se notar por aqui. Aqui e ali surgem projectos tanto de investigação pura como de investigação aplicada. O último de que tive conhecimento poderá vir a ter uma aplicação fascinante: a criação de um telescópio de grande abertura, para funcionar em órbita, utilizando para isso um conjunto de satélites a funcionar em formação (ver página de projectos do laboratório de sistemas inteligentes do ISR-Lisboa que está responsável pelo desenvolvimento de alguns algoritmos de controlo de formação).
Outra questão engraçada foi ver os opinion makers do fim-de-semana a falar das missões a Marte. Ouvi dois: Pacheco Pereira, e Marcelo R. Sousa. O primeiro conseguiu de forma notável, falar de forma segura sobre o assunto, contornando elegantemente o facto de os cientistas ouvidos até agora contestarem de forma veemente o programa apresentado pela Casa Branca, por considerarem ser um disparate enviar homens para o espaço só porque sim (ou porque com promessas dessas as eleições estão ainda mais no papo). O segundo deixou a ideia de que "a América é que é" e de que os europeus não possuem know-how para levar a cabo esta missão. Caro Marcelo: o orçamento da Spirit ($135M) dava para pagar duas missões a Marte como aquela em que se perdeu a Beagle2 e em que se colocou um satélite em torno de Marte: a Mars Express (€52,5M). Realmente Prof. Marcelo, alguns europeus não possuem o know-how suficiente para fazer certas coisas como por exemplo, fazer comentários em televisão.
Entretanto tem-se ouvido falar das contribuições de Portugal para a dita missão. A importância da ESA para a ciência e para o desenvolvimento tecnológico começa, felizmente a fazer-se notar por aqui. Aqui e ali surgem projectos tanto de investigação pura como de investigação aplicada. O último de que tive conhecimento poderá vir a ter uma aplicação fascinante: a criação de um telescópio de grande abertura, para funcionar em órbita, utilizando para isso um conjunto de satélites a funcionar em formação (ver página de projectos do laboratório de sistemas inteligentes do ISR-Lisboa que está responsável pelo desenvolvimento de alguns algoritmos de controlo de formação).
Terça-feira, Janeiro 06, 2004
Pede-se aos pais da menina Teresa Martins, o favor de se dirigirem ao balcão de informações
Lembram-se de quando éramos novos? De olhar em frente e só ver pernas? De num local público, à primeira sensação de falta dos pais, sentir uma falta de força nas pernas, um aperto no tórax, e as lágrimas a querer jorrar detrás dos olhos, tudo fruto do pânico causado pela solidão? Esta é uma das visões mais poéticas que têm descrito a situação da sonda Beagle 2 sozinha sem conseguir "falar" com ninguém deste lado. Aquela que me parece ser a derradeira tentativa de contacto vai dar-se amanhã:
From ESA
"An attempt will be made to contact Beagle 2 via Mars Express on 7th January 2004 at about 12:15 GMT. Results should be available by 15:00 GMT."
Entretanto a NASA colocou o primeiro dos dois rovers em Marte, o Spirit que já mandou postais. Nota-se claramente um amadurecimento da tecnologia utilizada neste tipo de missões por parte da agência espacial norte-americana.
From ESA
"An attempt will be made to contact Beagle 2 via Mars Express on 7th January 2004 at about 12:15 GMT. Results should be available by 15:00 GMT."
Entretanto a NASA colocou o primeiro dos dois rovers em Marte, o Spirit que já mandou postais. Nota-se claramente um amadurecimento da tecnologia utilizada neste tipo de missões por parte da agência espacial norte-americana.
Sábado, Janeiro 03, 2004
Here is the bothering time scale again
O fim de ano em Coimbra foi comemorado com um brinde monumental. Dei por mim na Praça da República a olhar para cima maravilhado com o tradicional fogo de artifício começado às 0 horas do dia 1 de Janeiro do novo ano. A questão que pus a mim próprio naqueles momentos foi: será que os humanos têm uma necessidade séria da imposição de um ritmo temporal? É natural que haja uma explicação na história da evolução para que exista esta noção de escala temporal. Percebe-se intuitivamente que o ritmo que a natureza impõe com mais veemência é o da passagem das estações, bastante importante para a humanidade desde o início das actividades agrícolas (há aproximadamente 10000 anos). No entanto a que se deve a semana de sete dias?
Mas para além do número de dias por semana, pergunto-me se existirá uma necessidade inacta da celebração da passagem do tempo, da existência de um momento de revisão de acontecimentos, do balanço? Será que interiorizámos essa necessidade nos nossos genes?
Para minha surpresa descobri mais tarde que o facto de a semana ter sete dias é herdado dos Romanos que decidiram criar esta com um número de dias igual ao número de planetas conhecidos somando-lhe o Sol e a Lua (ver este site). Sublinho a seguinte passagem:
"The first thing to understand is that a week is not necessarily seven days. In pre-literate societies weeks of 4 to 10 days were observed; those weeks were typically the interval from one market day to the next. Four to 10 days gave farmers enough time to accumulate and transport goods to sell. (The one week that was almost always avoided was the 7-day week -- it was considered unlucky!) The 7-day week was introduced in Rome (where ides, nones, and calends were the vogue) in the first century A.D. by Persian astrology fanatics, not by Christians or Jews.". Notável o facto de a semana de sete dias não ter na sua origem qualquer relação com a cultura Judaico-Cristã!
No entanto continuo sem conseguir arranjar uma explicação plausível para que o festejo do fim de ano se tenha generalizado desta forma, ainda por cima numa data que julgo não ter qualquer significado astronómico, ao contrário dos solestícios pela sua importância para a agricultura.
O facto de há algumas centenas de anos se celebrarem os solestícios e de esses festejos terem desaparecido dando lugar aos festejos de fim do ano, mostra bem não haver uma associação inacta a uma data, estação ou fenómeno natural. Existe sim a necessidade de um festejo que marque o andar do tempo. Seja este mais ou menos frequente, de celebração mais ou menos profunda, as sociedades necessitam de um relógio que as sincronize que lhes diga: "parem todos! Vejam os que fizemos todos nos últimos tempos! É assim que queremos continuar?".
Bom ano a todos!

Mas para além do número de dias por semana, pergunto-me se existirá uma necessidade inacta da celebração da passagem do tempo, da existência de um momento de revisão de acontecimentos, do balanço? Será que interiorizámos essa necessidade nos nossos genes?
Para minha surpresa descobri mais tarde que o facto de a semana ter sete dias é herdado dos Romanos que decidiram criar esta com um número de dias igual ao número de planetas conhecidos somando-lhe o Sol e a Lua (ver este site). Sublinho a seguinte passagem:
"The first thing to understand is that a week is not necessarily seven days. In pre-literate societies weeks of 4 to 10 days were observed; those weeks were typically the interval from one market day to the next. Four to 10 days gave farmers enough time to accumulate and transport goods to sell. (The one week that was almost always avoided was the 7-day week -- it was considered unlucky!) The 7-day week was introduced in Rome (where ides, nones, and calends were the vogue) in the first century A.D. by Persian astrology fanatics, not by Christians or Jews.". Notável o facto de a semana de sete dias não ter na sua origem qualquer relação com a cultura Judaico-Cristã!
No entanto continuo sem conseguir arranjar uma explicação plausível para que o festejo do fim de ano se tenha generalizado desta forma, ainda por cima numa data que julgo não ter qualquer significado astronómico, ao contrário dos solestícios pela sua importância para a agricultura.
O facto de há algumas centenas de anos se celebrarem os solestícios e de esses festejos terem desaparecido dando lugar aos festejos de fim do ano, mostra bem não haver uma associação inacta a uma data, estação ou fenómeno natural. Existe sim a necessidade de um festejo que marque o andar do tempo. Seja este mais ou menos frequente, de celebração mais ou menos profunda, as sociedades necessitam de um relógio que as sincronize que lhes diga: "parem todos! Vejam os que fizemos todos nos últimos tempos! É assim que queremos continuar?".
Bom ano a todos!
